Unity: nova interface do Ubuntu 11.04 (análise/opinião)

Arquivado em: Dicas de Programas (Linux),Linux • Tags:, , , , • 30/04/2011 @ 9:47

por Marcos Elias

Esse artigo envolve um misto de fatos e opiniões… Afinal minhas opiniões são baseadas no que vivo, no que passo, no que vejo, no que experimento. Não são “achismos”. Acredito que algumas pessoas não vão gostar, enquanto outras irão concordar com quase tudo… Mas não dá pra agradar a todos, né? Na verdade não podemos sequer pensar em agradar as pessoas, temos que encarar as coisas como elas são… O texto ficou grandinho, se você gosta do Ubuntu de alguma forma, vale a pena ler… Fique à vontade para comentar – mas antes de comentar, leia tudo, está dividido em páginas.

Comentarei minhas primeiras impressões do Unity, agora que o Ubuntu 11.04 final foi lançado (Natty Narwhal). Já testei o Unity várias vezes mas não podia falar muito porque não era a versão final, era alpha/beta. Agora é diferente. O novo ambiente de trabalho do Ubuntu foi entregue para todos os usuários da nova versão da distro como opção default, padrão. Isso vai gerar (já está gerando) muitos xingamentos para a Canonical, mas por outro lado, também vai gerar muitos elogios. O GNOME clássico ainda está disponível (pode ser escolhido no menu ao fazer login), mas não deverá vir com o Ubuntu 11.10. Que seja, provavelmente não será impossível instalá-lo, uma vez que o Ubuntu não deixou de ser uma distro Linux com as bibliotecas básicas, servidor gráfico X e tudo mais. Quem quiser poderá usar o ambiente gráfico que quiser com a sólida base do Ubuntu (graças ao… Debian! :D). Isso se não criarem um fork comunitário, talvez um “Gubuntu”, um Ubuntu atualizado que venha com o GNOME 3.x… O que acredito que uma hora ou outra vai acontecer, visto que tem edição do Ubuntu com quase todos os ambientes de trabalho mais conhecidos.

Muitos criticaram o Ubuntu por essa mudança radical. Embora eu tenha críticas pessoais ao Unity, achei válido, o pessoal da Canonical quer uma interface própria. Cansaram de ficar empacotando kernel + módulos + servidor X + programas e bibliotecas básicas + ambiente de trabalho conhecido + papel de parede… Isso torna o Ubuntu diferente das outras distros na questão de usabilidade.

Atualização do Ubuntu 10.10 para o 11.04

Simples: no terminal (ou Alt + F2)… sudo update-manager -d

Daí pra frente é moleza, só ir clicando.

atualizar ubuntu 10.10 para 11.04

atualização do ubuntu

atualização do ubuntu 11.04

Mas… Embora tenha ocorrido sem problemas, a atualização do 10.10 pro 11.04 foi decepcionante, parecia que eu estava atualizando do Windows XP pro Vista, ou do Vista pro 7, com muitos programas e jogos instalados no HD (cito o Vista porque as atualizações de e para ele costumavam ser demoraaadas). Levou pouco mais de meia hora pra baixar os pacotes e duas para efetivamente instalá-los (*), normal até aí pra minha conexão a uns 450 KB/s – embora se fosse uma imagem única compactada, poderia ter sido melhor, visto que vários arquivos foram baixados com velocidade de 150 KB/s ou bem menos no processo. Aliás, prefiro baixar um arquivo grande do que vários pequenos: observo a mesma coisa que via há milhares de anos atrás, quando não tinha internet em casa e dependia dos disquetes para transferir arquivos entre meu computador e o da biblioteca/ infocentro/ telecentro. Mover uma pasta cheia de arquivos pequenos era lento, demorado demais, enquanto que mover um arquivo zipado com tudo dentro era bem mais rápido. Com os downloads acontece a mesma coisa, mais arquivos precisam ser lidos, mais nomes e referências instanciados, mais conexões abertas, etc – não adianta falar que na teoria isso não deveria acontecer, o que importa é que na prática é assim na maioria dos casos. Em FTP também ocorre muito: ao atualizar meus sites, dependendo do caso, prefiro upar um arquivo zipado pro meu servidor, logar no SSH e descompactá-lo lá. Termino a operação em 1% do tempo que levaria se fosse carregar os arquivos isolados. Fica a crítica ao sistema de atualizações do Ubuntu… E de várias distros também!

(*) Antes que falem que o PC é lento… não é nada top hoje em dia, é um basicão Core 2 Quad Q8200 2,33 GHz com OC @2,8 GHz, 4 GB de RAM e vários HDs (mas não estão em RAID). A única coisa que odeio no Q8200 é a castração, ele não suporta virtualização por hardware. Fora isso, foi barato e o desempenho é ótimo, pro que faço não preciso de um quad core tão avançado.

Todo o conteúdo:
Página 2 – O ambiente Unity em poucas palavras
Página 3 – Tá bom, mas Marcos, gostou ou não do Unity?
Página 4 – Vida longa ao Ubuntu e software livre!
Página 5 – Não é qualquer computador que vai rodar bem o Unity

Ativando o menu completo ou clássico no KDE – Mageia

Arquivado em: Linux • Tags:, , • @ 1:35

por Marcos Elias

A Mageia também usa o menu clássico do KDE. Como voltar para o menu normal?

Apesar do menu clássico ser rápido, bom e funcional, depois do Windows Vista não consigo usar nada que não tenha um campo de busca no menu para digitar nomes de programas. Gosto muito do campo de busca do menu Iniciar do Vista e 7, assim como do KDE ou do Spotlight no Mac OS X. Com o tempo acostumei a digitar apenas as primeiras letras do nome do programa que quero, em vez de ter que ficar procurando em listas… Ficar sem isso simplesmente não dá.

Como ativar o menu moderno no KDE

É fácil alternar entre o menu clássico e o moderno (Kickoff) no KDE. Primeiro, veja se os widgets não estão bloqueados. Clique com o direito na barra de tarefas e a seguir clique em Desbloquear widgets, se estiverem bloqueados.

Agora clique com o direito no botão K (o “Iniciar”) e escolha Mudar para o estilo do lançador de aplicativos. Pronto:

mudar para o menu moderno lançador de aplicativos kde

menu kde

Feito isso você pode bloquear os widgets, clicando com o direito na barra de tarefas > Opções de painel > Bloquear widgets.

Repetindo o processo você pode escolher Mudar para o estilo clássico de menu se quiser o menu antigo:

kde4 menu classico

Lembrando que o menu para alternar não estará disponível enquanto os widgets estiverem bloqueados.

Resumão: Chrome 11 e 13, Ubuntu 11.04, Apple seguindo usuários do iOS, plágio na internet e mais…

Arquivado em: Resumão • Tags:, , , , , , , • 28/04/2011 @ 21:01

RESUMÃO DO DIA – por Marcos Elias

Este é um post diferente. Vou comentar algumas notícias do dia, dando um pouco da minha opinião em umas, sendo mais direto em outras… Clique nos títulos para ver as notícias originais e mais referências :)

Chrome 11

Foi lançado o Chrome 11 final. Bugs corrigidos aqui, bugs corrigidos ali… A grande novidade é um recurso de captura de voz por HTML. A proposta do Google é tornar isso padrão no HTML, então outros sites e navegadores poderão usar. É bacana, uma coisa a menos que depende de plugin (caso do famigerado Flash, uma pedra no sapato da web). O próprio tradutor do Google já suporta isso: ao traduzir do inglês para outro idioma, você pode clicar no ícone de um microfoninho e falar o que você quiser. Ele traduz e… Você pode ouvir o resultado no outro idioma :)
O recurso de captação de áudio é feito em HTML, mas pelo visto todo o processamento fica por conta do servidor remoto. Os sites poderão fazer upload do áudio para isso (uma boa seria pro Gengibre em HTML 5…), não necessariamente traduzir, como faz o Google Translate.

E com a versão estável chega a nova dev também, o Chrome 13. Nele há uma opção pra limpar “cookies” dos plugins, arquivos temporários, como do Flash por exemplo. Ao limpar os temporários usando o menu padrão dos navegadores atuais os arquivos dos plugins não são apagados, gerando questões que incomodam do ponto de vista de privacidade – e ocupam espaço, claro. Antes era necessário apagar no site da Adobe, usando um negócio em Flash mesmo, mas agora será mais fácil – pelo menos no Chrome, que tem o Flash player embutido.

eliminar cookies de plugins

Veja onde baixar todas as versões do Chrome se quiser rodar uma versão dev lado a lado com a estável.

Ah, por fim no Chrome, o novo logo – achei ridículo, preferia mil vezes o antigo. O novo logo já é conhecido de quem usa as versões dev ou beta, agora chegou na estável.

novo ícone do chrome

Ubuntu 11.04 Natty Narwhal

É, chegou a hora! 28 de abril de 2011, o dia em que a Canonical deu um chute no GNOME.

ubuntu 11.04 com Unity

A interface padrão do Ubuntu é o Unity, desenvolvida inicialmente para netbooks, adaptada e ampliada para desktops. Ainda dá para usar o GNOME clássico, mas pelos planos da Canonical isso acabará no Ubuntu 11.10 (ops, #fail, eu tinha colocado 10.10 kkk vlw @LeoMSantos!). Calma lá… Ele não vai vir com o GNOME, mas posso apostar que vai ser fácil instalá-lo depois, assim como dá pra rodar KDE, XFCE, LXDE ou qualquer outro ambiente no Ubuntu. O Ubuntu está tendo um ambiente próprio default, padrão, mas isso não faz com que ele deixe de ser uma distro Linux com compatibilidade com outros programas comuns, incluindo o GNOME. Muita gente critica, mas afinal… O Ubuntu inova ou não? É, isso já foi bem discutido por aqui.

Sinceramente não gostei do Unity nem do GNOME 3. Não rola, mudaram vários hábitos que pra mim não tem como mudar. Sinto falta da barra de tarefas lá embaixo, seja no Windows ou no KDE, ou até mesmo o Dock do Mac OS X. Gosto da barra de tarefas nem que seja pra arrastar arquivos

Sem contar que tive problemas com os drivers de vídeo também. É uma boa pra devolver pra alguns usuários fanáticos de Linux: voltem no tempo, em 2005, 2006, 2007. Meio mundo xingava tanto a Microsoft pelas exigências gráficas do Windows Vista e falavam que KDE e GNOME eram o máximo e não precisavam disso… Agora toma! Não é qualquer PC que vai rodar o Unity com 3D nem o GNOME 3. Aliás, não é qualquer PC que roda o KDE 4.x confortavelmente também… :P

Bichos saem da maçã!

Se você não quer ser encontrado pelo governo do seu país (ou pelos senhores do mundo…), não use smartphones nem celulares, faça como Richard Stallman. É sério!

Os bichos saíram da maçã e assustaram muita gente, até mesmo aqueles que mordem todas as maçãs que encontram sem nem lavá-las antes.

Vazou a informação que a Apple estava guardando dados com coordenadas de GPS de todos os locais em que os usuários do iPhone estavam! E qualquer um pôde conferir no seu iOS um arquivo com coordenadas, salvas sem criptografia nem proteção, que inclusive é salvo com o backup no iTunes… Android e Windows Phone não ficaram de fora. Os usuários nunca lêem os termos de uso mesmo…

Bom, a maçã respondeu. Em outras palavras tentou se desfazer da culpa falando que não era bem assim (e pode não ser mesmo, as coordenadas aparentemente são das redes Wi-Fi e torres de celular, não da posição real por onde o iPhone andou)… E jogou parte da outra culpa num bug. Sim, um bug! Tá vendo como tem insetos na maçã também…

Bom, falando sério, o problema tomou grandes proporções e acabou gerando uma resposta ativa. Ela prometeu fazer isso numa atualização em breve:

- Reduzir o tamanho do cache do banco de dados com as informações de locais que fica no iPhone (o cache que guarda as localizações das torres de celular e redes Wi-Fi próximas de onde o iPhone estava).
- Parar de fazer backup desses dados (no iTunes).
- Excluir esse cache completamente quando os serviços de localização forem desativados (o que, curiosamente, não é feito atualmente… é um bug, né, sei, sei…).

E para a próxima versão do iOS prometeu criptografar esse arquivo. Bom sinal, as reclamações surtiram efeito! É isso aí, tem que fazer manifestação mesmo. Se R$ 3,00 está caro e o transporte está ruim, vamos manifestar! //bom, como curto ônibus, não tenho como evitar essa mistura, foi mal… rs

Ladrões de conteúdo! Bandidos!

Nem todo mundo que rouba conteúdo deve ser visto de forma ruim… Afinal o cara te dá backlinks, pode te trazer visitas… É, mas em alguns casos a situação é grave. O cara pode inflar seu G.A. com dados incorretos… Pode roubar seu layout… E aí, como proceder?

Nem sempre entrar na justiça logo de cara vai dar certo, porque é demorado e custoso. Algumas medidas mais rápidas podem ser suficientes pra tirar o conteúdo do ar, ou pelo menos exigir um link, fazer negociação, etc.

O MestreCast dessa semana está excepcional, dando muitas dicas sobre roubo de conteúdo na internet – ops, justamente o contrário, como se livrar do roubo de conteúdo! Se você tem blog, site, e principalmente se você já copiou texto de outros sem autorização e sem linkar, vale a pena ouvir.

O Copyscape foi referenciado lá, ele permite saber com facilidade os sites que te copiam. Mas se não quer pagar, com um pouco de paciência dá pra usar os buscadores gratuitos mesmo, Google, Yahoo e Bing tá de bom tamanho. Ah, mas até vale pagar o Copyscape, nem que seja na forma da busca premium que custa poucos centavos cada consulta: ela poupa um tempão!

Aliás, falando em Yahoo, o Delicious agora é dos fundadores do YouTube!

Entre tantas outras coisas boas dos últimos dias, ainda destaco… Escândalo na Sony com roubo de informações sigilosas (incluindo cartões de crédito dos clientes da PSN), Mageia beta 2 – um fork da Mandriva que acho que tem tudo para dar certo, desde que não caia na mesmisse de embutir kernel + módulos + X + ambiente gráfico + pacotes sem realmente inovar… Google Docs para Android! Tava demorando \o/

E um escandalozinho no Facebook, tem um pessoal xingando muito no Twitter porque o Facebook excluiu a fanpage de alguns sites aí. Sites grandes, famosos e com boa reputação, como o Ars Technica. Depois dessa deu até medo de investir nessa rede social. Nas do Google, pelo menos, normalmente mandam um aviso e o usuário tem a chance de provar o contrário. No FB não, startup, sabe como é, os caras não têm dinheiro pra contratar um Pedro Dias pra analisar SPAM, então excluem direto, na cara dura mesmo.

Bom, de qualquer forma, se eu fosse você tomaria cuidado ao investir em campanhas no Facebook… Por um deslize qualquer seu negócio pode afundar e perder todos os fãs, nem que seja por culpa de um estagiário bêbado ou estagiária em TPM (abordando ambos os sexos… depois não falem que sou ‘machista’ ou ‘feminista’ :P).

É isso aí por hoje… :)

Videoaula: selecionar, arrastar e soltar pastas e arquivos no Windows

por Marcos Elias

Coisa de primeira série no mundo da informática, mas que muita gente que conheço não sabe… Clicar com o botão direito, ou ficar segurando shift ou ctrl enquanto arrasta arquivos e pastas podem tornar o seu dia no computador muito mais produtivo. É fácil selecionar muitos arquivos sem precisar clicar em um por um. É fácil arrastar arquivos das pastas para janelas de programas sem precisar abrir os programas primeiro e ficar navegando num monte de opções…

Na videoaula de hoje mostro basicamente isso. Usei uma versão especial de um sistema operacional aí, justamente para mostrar que esse recurso não é novo, mas ainda assim vejo muito pouca gente usando.

Link do YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=jkDS3eqKccA

Um artigo antigo aqui no Explorando já abordou o tema, se você é usuário básico de Windows ou Linux e não sabia dessas dicas, vale a pena ler: dominando técnicas de arrastar e soltar no Windows.

Nota: no “moderno Windows” apresentado no vídeo o comportamento em alguns casos foi diferente do atual, como ao selecionar arquivos consecutivos – ele selecionou em bloco, enquanto que o atual selecionaria seguindo a ordem lógica sequencial deles.