O fim do Nubank? Estatista gonna estatizar…

O fim do Nubank?

O cartão de crédito que vem agradando tanta gente pode estar com as atividades comprometidas caso uma decisão do Banco Central seja concretizada.

Os controladores da vida alheia do Estado querem obrigar que as empresas de cartões repassem o dinheiro aos lojistas em até 2 dias úteis depois da venda concretizada. Atualmente este prazo pode ser de até 30 dias. Ou seja, você compra no cartão e a loja recebe a grana somente até 30 dias depois. Querem reduzir esse prazo para dois dias. Parece bom? É, só parece, pois vai complicar a vida das empresas de cartões não tão tradicionais assim.

Segundo o pessoal do Nubank, a medida de mudar de 30 para 2 dias o prazo de pagamento inviabilziaria completamente o negócio. Mesmo um prazo de 15 dias já colocaria as operações em riscos, pois precisariam de uma linha de crédito de R$ 1 bilhão do dia para a noite, para suprir os gastos. E a manutenção dos juros desses empréstimos poderia inviabilizar ainda o negócio, já que a porcentagem que recebem de cada venda gira em torno de apenas 1,5% – dos cerca de 5% do total, boa parte vai para a bandeira (Mastercard, Visa etc) e a operadora da máquina.

cartao de credito nubank

O Nubank se destaca por oferecer cartões sem custos para os clientes, ganhando apenas com a porcentagem de cada venda. O valor fica embutido na compra, exatamente como todos os outros cartões. Mas ele não cobra anuidade ou taxas.

Para ter que reembolsar os lojistas dois dias após a concretização da venda, a empresa precisaria imediatamente ter uma grana extra em caixa que ela não tem.

A medida do governo federal aparentemente visa melhorar a economia, já que facilitará a vida de pequenos comerciantes que vendem a crédito. Mas o tiro sairia pela culatra para os milhões de consumidores beneficiados com os cartões Nubank: de uma hora para outra a pessoa ficaria sem seu melhor cartão de crédito, ou um dos melhores, considerando as boas avaliações gerais da empresa – e olha que é difícil ter boa avaliação no ramo financeiro.

Uma medida de um estatista controlador só poderia dar isso mesmo: interferência grave na vida das pessoas, consumidores e empresas. O ideal seria deixar livre, isto é uma negociação que cabe exclusivamente às partes interessadas. Estando bom para ambos os lados, ótimo! Ninguém deveria se meter na negociação.

Brasil, Brasil… Governo como sempre fazendo governice. Liberdade, onde está você?

Via Exame.

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