Detalhes do Windows 8 ao vivo na conferência BUILD

Arquivado em: Geral,Notícias • Tags: • 13/09/2011 @ 13:58

por Marcos Elias, publicado originalmente no Hardware.com.br

Caros leitores do Explorando! Como todos sabem, escrevo no Hardware.com.br, famoso Guia do Hardware.net. Tenho comentado lá várias notícias sobre o Windows 8. Não as replico aqui no Explorando por motivos óbvios, não é legal gerar conteúdo duplicado na internet (veja mais no Explorando SEO), mesmo com o texto sendo meu. E para escrever a mesma coisa duas vezes, de forma diferente, fica estranho né? Sugiro então acompanhar também as notícias do Hardware.com.br. Jogando “Windows 8″ na busca lá já tem bastante coisa, além do próprio blog do Windows 8, um lugar muito bom para ver as novidades oficiais. Abaixo segue o texto de hoje no GdH, sobre a conferência BUILD que está sendo transmitida ao vivo.

Enfim: o Windows 8 está cada vez mais próximo. A conferência Build desta semana traz grandes detalhes sobre a nova versão do sistema da Microsoft para desktops. Quem quiser conferir a apresentação ao vivo pode entrar no site:

http://www.buildwindows.com/

Abaixo estão alguns screenshots do novo sistema.

Como já foi comentado aqui em outras notícias [no GdH], a nova interface é voltada principalmente a tablets, mas será perfeitamente utilizável em desktops e notebooks também. A interface clássica rodará lado a lado com a nova, sendo muito fácil alternar para ela quando for necessário rodar os programas convencionais.

Além de ver a conferência ao vivo no site, você pode dar uma olhada no evento anterior que ocorreu na Computex, em junho:

Ali são divulgados detalhes sobre o hardware, especialmente tablets e notebooks/netbooks.

Será interessante se disponibilizarem o vídeo da conferência Build posteriormente, afinal é complicado para todo mundo parar o que está fazendo e ficar apenas assistindo ao vivo.

Os desenvolvedores participantes terão acesso a um preview do Windows 8, o que abrirá as portas para inúmeros testes e detalhes dos recursos durante esta semana. O Windows 8 será uma mudança muito grande para o sistema, tanto na parte técnica quanto na visual, algo que não ocorreu nessa proporção no Vista nem no 7.

Se você pode ler inglês, há uma análise inicial de vários recursos neste artigo da Laptop Magazine. Dá para tentar com um tradutor automático também. Ele tem outros screenshots.

Telefones e tablets com Android: mais um pouco sobre eles

Arquivado em: Android • Tags:, • 08/09/2011 @ 17:08

por Marcos Elias

Continuando o artigo introdutório sobre smartphones com Android :) No texto anterior (se não viu: Telefones Android) comentei sobre os “computadorezinhos de bolso”, os smartphones, a diferença entre 3G e Wi-Fi, passando brevemente por preços dos telefones com Android na prática. No final um breve comentário sobre telas capacitivas e resistivas, diferença que normalmente é percebida no uso entre os “xing ling” genéricos e os originais, de fabricantes conceituados.

GPS: guia, mapa e localizador no celular

Os telefones com Android têm GPS, um sistema de localização mundial via satélite – Global Positioning System, geo-posicionamento por satélite ou simplesmente sistema de posicionamento global. Quem dirige carro nas grandes cidades normalmente conhece bem o que isso quer dizer, e há aqueles que não conseguem viver sem!

No Android o GPS serve tanto para usar com mapas, obtendo dicas de navegação, caminhos, etc, como para localização em aplicativos diversos. Por exemplo, indicar de onde você está postando um tweet, fazer check-in no Foursquare ou simplesmente marcar a localização das fotos tiradas com o aparelho, o que é útil depois para vê-las num mapa.

Android Market: milhares de programas gratuitos e pagos

O Android Market é um canal oficial de distribuição de programas para o Android. Quem usa Linux (ou Mac, depois da App Store) está bem acostumado com isso: um local onde você digita o nome do programa e o sistema simplesmente baixa e instala. Sem precisar ficar clicando em avançar, avançar… nem escolher opções diversas, pastas ou dlls, etc. Como boa parte dos leitores do Explorando usam apenas Windows, optei por comentar isso. Assim como a App Store do Mac ou iPhone, o apt/dpkg do Debian, o yum/rpm do Red Hat, temos o Android Market no Android.

Android Market

Existem inúmeros programinhas, gratuitos e pagos, que fazem as mais diversas funções. Alguns sites fornecem apps próprios para facilitar o acesso aos mesmos. O WordPress, por exemplo, tem um aplicativo para Android que pode ser mais rápido e leve do que entrar no WordPress pelo navegador – afinal a página comum tem muitos scripts, podendo ficar lenta nos smartphones. Quando não fica lenta, pode ficar comprometida visualmente, dependendo do tamanho da tela. Com a app nativa feita pelo pessoal do WordPress isso se resolve. Ela pode não oferecer todos os recursos, mas oferece os principais, com uma interface limpa e otimizada para a tela pequena.

Citei só o WordPress como exemplo, mas há muitas outras, como Facebook, Twitter, Flickr, etc. Além de apps nativas como o Maps e Gmail, muito mais confortáveis do que entrar pelo site no navegador na telinha.

Computador portátil: HDMI, conexão com a TV ou monitor, USB, Bluetooth…

Alguns modelos mais caros oferecem saída HDMI para conexão com a TV ou monitores modernos. Dependendo do modelo dá até para usar teclado bluetooth, tendo uma espécie de computadorzinho portátil mesmo. Basta chegar e conectar à TV ou monitor para começar a usar com a tela grande, ideal para vídeos ou fotos, ou o que mais você quiser. Isso depende dos aparelhos e normalmente só tem nos mais caros, afinal não é um recurso essencial para um smartphone.

A concorrência e os telefones chineses baratos

Muitos telefones chineses baratos vêm com telas resistivas, que são comandadas por pressão. As capacitivas já são comandadas apenas por toque. Elas oferecem menos precisão da área a ser tocada, mas basta deslizar ou tocar com o dedo, sendo bem mais agradáveis – inclusive não precisam de canetas, aquelas “stylus”.

Hoje temos modelos baratos de marca com Android por cerca de R$ 300 a R$ 500, com acesso ao Android Market e garantia, e tudo mais. Vale mais a pena do que comprar um telefone celular comum, mesmo com tela de toque, que não é um smartphone. É claro que os modelos baratos com Android não são tão rápidos e poderosos para jogos como os mais carinhos, mas perto de um telefone simples que só roda programinhas em Java, quem tem um Android barato está no paraíso.

Tablets com Android: quase um computador!

Além de smartphones temos também tablets com Android, criados para concorrer com o iPad, da Apple. Os tablets são basicamente um dispositivo com uma tela, sem teclado físico nem muitos botões. Normalmente a tela vai de 7 a 10 polegadas. O iPad da Apple é um dos mais famosos e bem sucedidos, só que o preço de $500 dólares não agrada em nada alguns mercados, como o nosso Brasil, em que ele sai a partir de R$ 1650.

foto do iPad
Foto do iPad, via Wikipedia

Assim como no caso dos smartphones, também existem tablets chineses baratos. Quase sempre ficam na faixa dos R$ 300, mas há modelos ainda mais baratos. Em geral a experiência de uso deles é de modesta a péssima.

Acho C902
Acho C902: um modelo pequeno e muito barato, pouco mais de R$ 100, que roda diversos formatos de vídeos.
Ele se destaca nisso, já que muitos desses chineses não se dão tão bem em multimídia.
Veja uma análise dele no Hardware.com.br

Muitas vezes os processadores usados são lentos, a tela é resistiva (dura para acertar os comandos) e o Android não vem com suporte oficial do Google, perdendo acesso ao Android Market. Até dá para instalar programas baixando os arquivos deles manualmente de alguma forma (os .apk), mas a experiência pode ficar comprometida. Eles servem para navegar na web e ver vídeos, só que a escolha certa fica muito difícil: existem inúmeros modelos com grandes variações na qualidade de construção e velocidade de processamento, e quase sempre não têm garantia. Alguns até vêm com o Android Market, mas muitos não respeitam as regras de licenciamento do Google (incluindo inclusão de GPS e câmera) e podem perder o acesso ao Market quando o Google se mexer, já que provavelmente usam métodos para burlar o sistema.

tablet conectado a um teclado
Exemplo de tablet conectado a um teclado

Uma coisa a considerar também é a interface. As versões 2.x do Android foram criadas para smartphones, pelo menos até o 2.3. Existem muitos tablets usando essas versões. Elas funcionam, mas não foram projetadas para telas grandes. Como resultado a experiência de uso pode ficar comprometida, com algumas aplicações não aproveitando o espaço todo da tela e outras coisas estranhas. O Android 3.0 (Honeycomb) já é o contrário, foi projetado exclusivamente para tablets, mas são poucos os modelos que vêm com ele. A versão Ice Cream Sandwich suportará tanto smartphones como tablets, mas dificilmente será possível atualizar – com satisfação – os modelos atuais.

Entre os tablets de marca se destacam o Xoom da Motorola e o Galaxy Tab da Samsung, só que são caros. O recém lançado IdeaPad A1 da Lenovo promete bastante, sendo um modelo de marca a $200 dólares – quando chegar por aqui poderá estar bem mais caro, claro, mas abaixo dos outros. Ele não é veloz como os outros mais caros, mas não deixa a desejar nas tarefas básicas, custando – em dólares – o dobro do valor dos modelos chineses de marcas desconhecidas, enquanto que outros tablets custam de 3 a 10 vezes ou mais o preço desses.

Assim como o iPad, existem versões de tablets com Android com 3G e Wi-Fi. A escolha deles deve ser feita com cuidado, o melhor é pegar um tablet com Android 3.0 (ou o futuro Ice Cream Sandwich) ou, então, o próprio iPad da Apple – que usa o iOS, mesmo sistema do iPhone e iPod touch, só que conta com aplicativos diferenciados para aproveitar a tela maior.

Windows Phone e Symbian: cuidado com os antigos!

Nesse mundo dos smartphones muita gente se encanta com os que têm teclado completo (QUERTY…). Só que há à venda muitos modelos com o Windows Mobile, um sistema precário e antigo para os padrões atuais, além de vários aparelhos com o Symbian (principalmente da Nokia). Em geral eles funcionam bem dentro do que se propõe, só que estão num nível abaixo, ficando bem inferiores ao Android (do Google) ou iOS (da Apple).

A Nokia até tem versões atuais do Symbian, mas ele deixou de ser o foco dela depois que ela anunciou uma parceria exclusiva com a Microsoft. O Symbian está perto do fim, não há comprometimento no lançamento de novos aparelhos com ele, o que reduzirá a popularidade e o interesse nos desenvolvedores em criar apps para o mesmo. Resumindo, hoje é uma péssima escolha – a menos que o preço faça valer a pena mesmo.

A Microsoft tem o novo Windows Phone, que é moderno e compete com os atuais, apesar da baixa disponibilidade de aparelhos com ele. Quando a Nokia lançar vários modelos com o Windows Phone essa situação deverá mudar.

Se for com Windows Phone 7 ou acima disso, tudo bem, é um smartphone moderno. Mas se você espera um smartphone agradável, fuja de qualquer coisa com Windows Mobile, que é antigo. Muita gente cai nas conversas dos vendedores de lojas de móveis e eletrodomésticos ao comprar um telefone com Windows, só que não tem nada a ver com o Windows para computadores ou notebooks, sendo um sistema velho e ruim ao considerar os padrões atuais. Aproveitando, este post do Gizmodo fala bem sobre a confusão entre Windows Phone e Windows Mobile, causada por muitos vendedores em vários locais do mundo.

Ainda existem outros sistemas, como o Bada da Samsung, que não é tão ruim mas está longe de chegar ao lado do iOS ou Android. Esse review (também do Gizmodo BR) fala bem o que dá para perceber dele: chamar o Bada de smartphone é forçar a barra.

Mais sobre Android no futuro

Pretendo publicar algumas dicas de operação do Android por aqui em breve. Hoje em dia muita coisa é feita pelos smartphones e tablets, deixando os computadores um pouco de lado. Essa tendência, é claro, é mais visível em países mais desenvolvidos, mas já se mostra presente nas grandes cidades brasileiras também. Um fato é que o Windows, Linux e Mac precisam dividir o espaço com o Android e iOS, sistemas operacionais mobile.

Telefone Android: o que é? Para que serve?

Arquivado em: Android,Iniciantes • Tags: • 12/08/2011 @ 1:57

Telefone Android: o que é? Para que serve?

por Marcos Elias

Este texto é voltado a leigos, que não sabem o que é um smartphone e apenas pensam neles como modelos de celular caros, de marca, sem nada tão diferente dos básicos. Explico o básico do Android e porque é interessante ter um smartphone, já que há no mercado telefones com Android a preços de telefones comuns, com a diferença que são infinitamente melhores :)

O Android é um sistema para smartphones do Google. Mas o que é um smartphone?

Se você for tentar traduzir literalmente do inglês teria algo como “telefone inteligente”. Apesar de não ser bem isso, dá para começar por aí: um celular que faz mais coisas, praticamente um computador de mão.

Os telefones são parecidos com os computadores: eles possuem hardware (a parte física, teclado, tela, processador, etc) e software (responsável por mostrar as coisas na tela, responder aos comandos do teclado, etc). Os smartphones são celulares avançados, com mais características além de um celular básico.

Os celulares básicos de hoje tocam mp3, vídeos, rodam joguinhos e programinhas em Java e tudo mais, mas ainda são mais limitados em várias áreas. Os smartphones são mais poderosos, podem rodar programas quase como num computador, e oferecem uma experiência melhor para navegação na web. Em geral smartphones são mais rápidos, exibem os sites da mesma forma como são vistos no computador ou notebook e contam com aplicativos específicos e jogos mais elaborados, que jamais conseguiriam rodar no hardware básico de telefones simples.

A Apple fez um grande barulho ao lançar o iPhone com sua tela grande que responde a toques dos dedos. Além de prático ele fornecia uma experiência única de navegação na web em um dispositivo mobile até então. Os conceitos do iPhone não eram novos, mas só depois dele é que veio o “boom” de smartphones. Só que o iPhone é algo caro, fora da realidade da maioria dos brasileiros – e isso independe da cidade, se você for nas ruas de São Paulo, verá que boa parte da população tem é um celular básico ou então um chinês que imita um celular mais avançado no visual. Aí que entra o Android: ele é um sistema concorrente, com alguns diferenciais que o tornam melhor do que o iPhone por alguns lados, e pior ao considerar outros.

O iPhone da Apple roda o iOS, sistema operacional dela. Ela faz o hardware e o software (pode terceirizar a produção para outras empresas, mas no final é vendido com a marca dela). Já o Android não. O Android é mantido por um grande grupo, com destaque para a liderança do Google – o mesmo dono do site de busca que provavelmente você conhece.

A diferença é que o Google não tem exclusividade sobre os aparelhos com Android. Diferente do iPhone que só a Apple faz, qualquer empresa pode lançar smartphones com Android, e realmente muitas delas lançam. Sendo assim existem modelos top, que concorrem com o iPhone na mesma faixa de preço ou até superior, mas também existem modelos mais básicos. Também existem tablets com Android, especialmente para concorrer com o iPad, da Apple.

Em geral a diferença nos preços entre os telefones com Android se dá por uma série de fatores: tamanho da tela, presença de teclado físico, qualidade da tela (capacitiva, melhor para toques com os dedos, ou resistiva, melhor para ‘canetas’ ou pressão), reputação do fabricante, etc.

Há telefones com Android a partir de R$ 300 ou até menos! Nunca que a Apple iria lançar uma versão do iPhone para pobres. Os produtos dela normalmente têm os preços elevados, isso não deve mudar tão cedo, provavelmente nunca.

A Microsoft também tem sistema para celular, mas não é tão popular. O Windows Mobile é antigo, fora da realidade esperada de um smartphone moderno. O Windows Phone, substituto dele, é novo no mercado perto do Android e iOS, fica difícil dizer algo sobre ele já que não é popular no Brasil – a Nokia deverá mudar a situação, já que ela desistiu do Symbian, antigo sistema dela, para dar lugar ao sistema da Microsoft.

Os smartphones não rodam Windows comum dos desktops. Ah, o Android é baseado em Linux, sabia? Só que não tem nada a ver com Ubuntu, Kurumin ou Mandriva, ou qualquer outro: ele é um sistema diferente, voltado aos smartphones mesmo. Quase todos os smartphones usam processadores ARM, que são diferentes dos processadores comuns de computadores e notebooks. Eles consomem menos energia e têm recursos técnicos diferentes, embora no final sirvam para quase a mesma coisa – processar dados, exibir informações na tela, etc.

Gosta da internet? Você gostaria de um smartphone

Motorola Milestone

Bom, explicado o que é o Android, vamos agora às vantagens dos smartphones: para que ter um celular com Android, ou iPhone, ou mesmo o Windows Phone?

Além de fazer ligações e mandar SMS um telefone com Android se comporta muito mais como um computador. Ele tem recursos básicos que todo celular básico hoje tem: câmera, tocador de vídeo e música, joguinhos, etc. Mas tem mais.

Em torno dos sistemas para smartphones é criada uma comunidade de desenvolvimento, permitindo a criação de aplicativos para eles. São os “apps” (eu gosto de chamar no feminino, “as apps”, tirando de “aplicações” já que é a mesma coisa; em inglês “app” vem de “application”, que pode ser tanto aplicativo como aplicação, que seria o mesmo que conhecemos por “programa que serve para alguma coisa”).

Um smartphone com Android, ou o iPhone ou com Windows Phone etc, pode rodar programas. Assim como os programas do Windows são exclusivos para Windows e o mesmo se repete no Mac e Linux, no mundo dos sistemas operacionais dos telefones isso também ocorre. Em geral apps para Android não rodam no iPhone, que não rodam no Windows Phone, e por aí vai. Os produtores geralmente criam versões diferentes para cada sistema.

Aí entra uma grande vantagem dos smartphones, do Android no caso desse artigo: eles permitem rodar programas extras. Há o Android Market, local oficial no Android para download de aplicativos, tanto gratuitos como pagos.

Fora isso outra grande vantagem dos smartphones é a navegação na web: seja via 3G ou Wi-Fi, a experiência de navegação é praticamente perfeita, como num desktop ou notebook/netbook.

Num smartphone você acessa os sites, clica nos links e eles se comportam praticamente da mesma forma como no computador. A tela é pequena, mas na maioria dos modelos com tela grandinha dá para ler sem precisar dar zoom. O uso da tela de toque é bem prático e fácil (quando a tela é capacitiva), você está diante de um minicomputador e não precisa de mouse.

Samsung Galaxy S2

Diferenças entre 3G e Wi-Fi

A conexão com a internet pode ser por rede celular, geralmente 3G, ou Wi-Fi. A diferença é fácil: 3G é uma tecnologia de rede de celular de transmissão de dados em alta velocidade… Ops, não tão alta assim, mas melhor do que nos modelos dos celulares antigos. Só que para isso você precisa ter um chip de celular 3G, e claro, um plano de internet 3G, além de um telefone com recursos para captar o sinal 3G (isso mesmo, modelos de celulares comuns não têm; um básico que tem, e tive um, é o Nokia 2730 Classic, exemplo raro de celular barato com 3G).

Algumas operadoras oferecem planos pré-pagos, mas geralmente são bastante limitados na taxa de download diária. A TIM, por exemplo, tem um plano de R$ 0,50 por dia, você só paga nos dias que usar. Mas ao baixar mais de 10 MB de dados a conexão pode ficar muito lenta ou cair. Não são 10 MB de download de arquivos, são da navegação mesmo: as páginas, os links, as imagens que são exibidas nos sites, etc. Alguns sites têm versões otimizadas para telefones, que consomem menos dados, mas ainda assim os 10 MB acabam sendo pouco. Todavia dá para ver email e mandar algumas mensagens em redes sociais, e ler um site ou outro :)

3G normalmente é bom com plano ilimitado, ou pelo menos com limite maior. O que não sai de graça, é claro. Com um smartphone e uma assinatura de conexão 3G você tem a internet no computadorzinho em qualquer lugar onde houver cobertura da sua operadora. Pode fazer coisas na internet de ônibus, no carro, num parque, andando.

Já a conexão Wi-Fi não tem nada a ver. Ela é uma conexão sem fio para distâncias curtas. Você já precisa ter um plano de internet, que pode ser de praticamente qualquer tipo: a cabo, ADSL (como o Speedy, em São Paulo), etc. Por meio de um roteador sem fio, uma peça que você compra e paga uma única vez (não é serviço, não depende de operadora) você distribui o sinal da internet para as proximidades. Em geral é satisfatório para acessar nas salas próximas ou até mesmo da casa do vizinho. Por isso dá para proteger a conexão com senha, evitando que outros usem sua conexão, embora também existam meios de tentar quebrar a senha para usar conexão alheia… Mas isso seria outro assunto.

Existem algumas lojas e redes de alimentação que oferecem Wi-Fi grátis, ou seja, enquanto você estiver nas dependências do estabelecimento, pode usar a conexão Wi-Fi de lá, acessando a web com o seu celular.

Ou seja: com 3G você depende de um plano de telefonia que pode ser pego com alguma operadora celular, e você pagará por isso. Com Wi-Fi você compartilha a conexão com seu telefone sem precisar de outro plano, continuará pagando apenas a conexão fixa (ou 3G para uso interno, se for o caso). O ideal é comprar um telefone que suporte tanto Wi-Fi como 3G. Alguns modelos mais baratos não suportam 3G, eliminando a possibilidade de usar a intenet rápida na rua – mas normalmente dará para usar a rede de dados EDGE, que é mais lenta. Outros não suportam Wi-Fi, eliminando a possibilidade de usar sua conexão de casa, que geralmente é mais rápida do que o 3G.

Celular Android barato: já é realidade!

O iPhone é um smartphone bom, mas é caro. O Android começou com modelos caros também, mas há variações mais baratas, seja com tela menor, com processador um pouco mais lento ou menos memória RAM.

Existem fabricantes da China que fazem celulares com Android, como a ZTE e Huawei, com representações no Brasil. Há modelos de cerca de R$ 250,00 com Android verdadeiro e acesso ao Android Market, por onde você pode baixar os aplicativos (vou falar dos Androids falsos em breve, na continuação deste artigo). Uma marca mais conhecida, a Samsung, também tem modelos baratos, mas já nem tanto: o Galaxy 5 I5500 é um modelo raro que custa cerca de R$ 300 a R$ 400, todos os outros vão algumas centenas de reais para cima. Por esse preço tem muito celular antigo, com sistema ruim que é bem longe de um smartphone. Ou seja, vale mais comprar um com Android :)

Se você tiver até uns R$ 1000 a coisa fica bem melhor, já que dá para comprar um telefone com processador mais rápido, tela melhor, mais memória RAM e espaço interno, etc. Recomendo esta análise do Morimoto no Hardware.com.br, que comenta recursos de vários modelos abaixo dos mil reals. Ela não cita os de R$ 300, mas eles existem e podem ser uma saída, nem que seja para ter seu primeiro smartphone.

Os lançamentos poderosos custam mais de R$ 1000. Ter cerca de R$ 1000 dá para comprar os “lançamentos poderosos da geração passada”, modelos de cerca de 1 ano ou um pouco mais, que ainda são potentes mas têm os preços cortados radicalmente. Assim como ocorria com os PCs na década de 90 e início dos anos 2000, toda hora tem lançamento de smartphones mais potentes, fazendo os modelos anteriores terem seus preços reduzidos.

Tela capacitiva ou resistiva: escolha bem!

Sem entrar em detalhes técnicos: o melhor para os dedos é ter um smartphone com tela capacitiva. Com ela você toca para ‘clicar’, como se estivesse clicando com o mouse. O simples fato de aproximar muito ou arrastar o dedo sobre a tela é suficiente.

Já as telas resistivas são mais baratas, equipando quase sempre modelos chineses importados por meio de sites não tão “confiáveis”. Na tela resistiva você tem que pressionar a camada da tela, apertar realmente. Elas são ideais para uso com canetas tipo “stylus”. Ou seja, é comum que você toque num botão e não aconteça nada, já que precisa apertar um pouquinho, não apenas tocar. Isso com o tempo irrita e reduz muito a produtividade, especialmente em tarefas onde você precisa arrastar alguma coisa na tela.

Clique aqui para ver a segunda parte do texto :)

DICA: Quer comprar um excelente smartphone Android com um ótimo custo x benefício? Tela de 4 polegadas, atualização para o Android 4.0 (coisa rara no Brasil), ótima autonomia da bateria… Confira o smartphone Honor.

Imagens: Wikipedia / Wikimedia

Google Voice: ligação para fixos por 3 centavos, e chamadas baratas para celular

Arquivado em: Dicas de Sites,Notícias • Tags:, • 05/08/2011 @ 8:49

por Marcos Elias

O preço da telefonia no Brasil é alto: celular pré-pago cobrando absurdos por cada minuto, mesmo tendo concorrência com várias operadoras… E nos fixos a coisa não é tão diferente quando se fala em preços, afinal a maldita assinatura persiste (ou pacote mínimo, como queira, já que algumas empresas se recusam a assumir que seus serviços têm assinatura).

Uma saída para driblar essa situação é usar VoIP, tendo ao menos conexão com a internet (o que, em alguns casos, dependerá de um plano de telefonia numa venda casada, mas dará para falar bem mais pagando menos do que no telefone).

O programa/serviço mais famoso do gênero é o Skype. Mais “famoso” pelo que vejo ou acompanho, longe de querer dizer que ele é o melhor ou o único. Só que nesta semana uma nova empresa entrou no ramo aqui no Brasil: nada mais, nada menos, que a Google. Sim, o gigante das buscas e e-mails e AdSense e AdWords e Blogger e Picasa e Orkut e Google+ e smartphones com Android e tradutor online e leitor de feeds na web e… é, chega, não conseguirei listar nem 10% dos serviços do Google.

A estrutura do Google é enorme, dinheiro não falta para eles, o que deve tornar, ao menos em teoria, o serviço deles bastante estável.

O Google Voice agora está disponível no Brasil, oferecendo chamadas do Gmail para números de telefone a preços muito baixos. Se você usa o Gmail, já deve ter visto; senão, vale a pena dar uma conferida. Ele já funcionava nos EUA, então os mais ligados em tecnologia já sabem do que se trata – como você vê, esse post tenta “converter” uma pessoa leiga ao mundo do VoIP, já que a economia é enorme e pessoalmente vejo muita gente desconfiada ou que não sabe, incluindo diversos amigos.

Google Voice no Brasil \o/

Ligações do Gmail para telefones: não são gratuitas, mas são muito baratas

O Google Voice no Gmail oferece um sistema pré-pago, você coloca créditos usando o Google Checkout (pode ser necessário um cartão de crédito internacional, não confirmei se dá com nacional) e usa conforme precisar, a princípio sem uma assinatura. Basta ter um Gmail e conexão com a web, além de um microfone, é claro. É necessário instalar um plugin no navegador, com versão para Windows, Mac e Linux – não consegui fazer funcionar no Android ainda, mas existe um aplicativo do Voice para Android.

A outra pessoa não precisa ter nada disso, ela nem precisa saber do serviço: afinal de contas você liga para um número de telefone.

Ligações muito, muito baratas!

O preço é o que mais chama a atenção num primeiro momento: ligações para fixos em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro custam $0,02 (dois centavos de dólar dos Estados Unidos). Para o restante do Brasil sai por $0,03. Para celular o minuto sai apenas $0,15, o que dá menos de R$ 0,30 – o dólar vai demorar pra chegar nos R$ 2 novamente… Para outros países não muda muita coisa, eliminando interurbano, DDD e DDI, e toda essa coisa. Veja as tarifas:

Preço do Google Voice no Brasil

https://www.google.com/voice/rates?hl=pt-BR

Enquanto isso ligações locais entre celulares de muitas operadoras no Brasil não saem por menos de R$ 1,50 o minuto em planos pré. Como recargas grátis não nascem em árvore…

Quanto à qualidade, a experiência foi muito boa: sem o atraso que passo no Skype e com o áudio muito limpo dos dois lados da conversa, nem parecia um serviço de VoIP. Espero que continue assim.

É isso, aproveite o Google Voice :)

https://www.google.com/voice/

Ele não serve para chamadas de emergência nem substitui uma linha tradicional em todos os sentidos, mas é perfeito para quem está diante do computador e precisa fazer muitas ligações, principalmente para celular ou para fixos de outros estados ou países.

Ah, ao ligar (se você nunca tiver usado VoIP) não se esqueça de escolher o país e colocar o número completo, com o código de área antes do telefone (por exemplo, 1187654321 para SP).

***
Mensagem pessoal: andei novamente sem postar nada por aqui… É, algumas mudanças de planos necessárias, mas está tudo em ordem. Ando preparando alguns posts para os próximos dias :) Eu tenho postado coisas com mais frequencia no Hardware.com.br (antigo Guia do Hardware).