Como criar um pendrive de boot do Windows 8, 7 e Vista

por Marcos Elias

Uma das formas de instalar o sistema operacional nos netbooks é usar um pen drive bootável, justamente porque os netbooks não costumam trazer um drive de CD/DVD. Outra forma seria usar um adaptador SATA/IDE para USB (em um artigo futuro vou falar desse dispositivo, que é barato e agiliza muito a vida de quem quer um HD ou CD/DVD externo). Ainda é possível fazer a instalação de alguns sistemas com um programa que baixa e configura tudo pela Internet, caso do Wubi para instalar o Ubuntu ou do Goodbye-Microsoft.com, para instalar o Debian (se bem que o Wubi é um caso a parte porque não cria uma partição real).

Essa dica é curta porque os comandos são poucos. Se por algum motivo você quer criar um pen drive de boot com o Windows Vista ou Windows 7, bastam alguns comandos em algum dos dois sistemas. Nos exemplos estou usando o Windows Vista.

Conecte o pen drive. Faça cópia dos dados importantes que porventura possam estar nele, já que ele será formatado. Acho que não precisaria dizer, mas o pen drive deve ter espaço quando vazio, para caber o DVD do Windows desejado, seja o Vista ou o 7. Se você tiver gerado uma imagem menor, usando programas como o vLite, pode ser o espaço necessário para caber ela. O recomendável para o DVD do Vista ou 7 é um pen drive de 4 GB.

Será necessário rodar o prompt de comando como administrador, para ter acesso ao dispositivo e ferramentas de formatação. Para isso, clique com o direito no menu do prompt de comando e escolha "Executar como administrador".

No prompt, rode o comando diskpart. Ele pode demorar alguns segundos para iniciar, quando estiver carregado aparecerá à esquerda DISKPART>.

diskpart

No prompt dele, digite:

list disk

Tecle enter após os comandos em vermelho, em cada linha (antes que me perguntem…).

Ele vai mostrar os discos, status, tamanho. Identifique o seu pen drive pelo número: Disco 0, Disco 1, Disco 2, Disco 3, etc. Para saber qual é seu pen drive, observe a capacidade, já que seu HD deverá ser bem maior. Se estiver em dúvida, rode o comando com e sem o pen drive plugado para ver o que muda.

Agora selecione o disco, digitando:

select disk 1

Cuidado para não digitar o número errado, senão você excluirá os dados de algum dos seus discos rígidos. Troque o número 1, naturalmente, pelo número correspondente ao seu pen drive.

Rode estes comandos, dando enter após cada linha:

clean
create partition primary
select partition 1
active
format fs=NTFS
assign
exit

Você sairá do diskpart, mas ainda não terminou.

pendrive

Nota: você poderia formatar o pen drive pela interface gráfica do Windows, mas seria necessário recorrer ao diskpart para marcar a partição como "ativa". Por isso vale a pena citar os passos já no diskpart :)

Coloque no drive de CD/DVD a mídia do Windows que você quer copiar para o pen drive (lembre-se, Vista ou Seven, aqui não vale para o XP).

Ainda no prompt (mas já fora do diskpart), alterne para a unidade do CD/DVD. Supondo que seja a unidade D:, digitaria:

d:
cd d:\boot

Isso te leva para a pasta boot, do DVD do Windows. Rode o bootsect para tornar o drive bootável. Assim:

bootsect /nt60 e:

Onde E: é a letra da unidade do pen drive. Ao usar o diskpart você limpou o pen drive, criou uma partição e formatou-a em NTFS. Segundos depois de concluído o pen drive deve ter aparecido no "Computador" do Windows Explorer. Caso não, tire o pen drive e recoloque, para ver que letra será atribuída a ele. Agora lidamos com a partição, não com o número identificador do disco como foi feito ao usar o diskpart.

Dado o bootsect como explicado, o pen drive é bootável para o Windows Vista ou 7. Só que ele não tem os arquivos do sistema em si.

Agora vem a parte mais fácil, sem segredos: copie todo o conteúdo do DVD para o pen drive. Você pode pular as pastas de documentação ou extras, mas mantenha as essenciais. Na dúvida, copie tudo.

Você pode copiar usando o Windows Explorer mesmo, desde que copie "certo", deixando os arquivos da raiz do DVD na raiz do pen drive, e não criando uma pasta dentro do pen drive e nela colando o conteúdo do DVD (isso ocorreria se você copiasse o DVD clicando no ícone do DVD com o direito, na janela Meu Computador, e colando depois dentro do pen drive).

Pronto! Você tem um pen drive de boot do Windows Vista ou Windows Seven, basta dar boot com ele, selecionando no SETUP da máquina a opção de boot pela porta USB.

O que você viu usa comandos nativos do Windows, que não existem dessa forma no Windows XP. Se você usa o XP, precisaria recorrer a alguma ferramenta de terceiros para criar um pen drive de boot, sendo mais complicado. Ah, lembre-se que o XP já tem quase 10 anos…

Instalar o Windows Vista num netbook não é uma tarefa muito agradável, visto que o sistema é pesado. Apesar disso eu coloquei uma versão modificada num Proview Compact-PC 81001, um netbook que usa o processador Geode da AMD, de 500 MHz. Veja o ridículo desempenho (mas rodou!): http://www.youtube.com/watch?v=USIOMh0cLkc

Já o Windows 7 terá edição para netbooks, então instalar o Windows 7 RC pode ser uma boa idéia, desde que não seja em netbooks fracos. Ele não é muito mais leve do que o Vista, requer 1 GB de RAM para rodar legal, mas o sistema é mais otimizado, digamos que um "Vista" com as arestas limadas.

Este foi um repost de uma matéria de 2009 aqui no site. Durante a reorganização das páginas antigas optamos por movê-la para esta seção. O link antigo agora leva para esta página, já que o site antigo não era aberto para comentários.

Como tirar imagens de tela no Windows 8

por Marcos Elias

Tirar imagens de tela do Windows, também chamadas de screenshots ou “prints”, é simples: basta teclar a tecla Print Screen (PrtScn), presente em quase todos os teclados. A imagem é copiada para a área de transferência e deve ser colada em algum programa que aceite imagens, como o Paint, ou até mesmo o Word ou qualquer programa gráfico. Segurar Alt enquanto se tecla Print Screen nos dá uma imagem apenas da janela ativa, sem as outras janelas (ativa é aquela que estiver na frente).

O Windows 7 tem a Ferramenta de Captura, um programa nativo do sistema para capturar regiões da tela, facilitando a busca por imagens de tela da área de trabalho inteira, janelas ou mesmo regiões selecionáveis. Este programa também está presente no Windows 8.

Em todos os casos, tirar prints da tela é um pouco trabalhoso e fica difícil em atividades rápidas (como para tirar prints seguidos durante um vídeo ou jogo, por exemplo). Você tem que teclar ou clicar, depois colar ou salvar… Não é automático.

Capturar screenshots no Windows 8 ficou mais prático!

print screen No Windows 8 todas as ferramentas anteriores presentes no 7 também funcionam, mas há um recurso extra: Win + Print Screen. Teclando a tecla do logotipo do Windows junto com Print Screen o Windows 8 já salva uma captura da tela inteira numa pasta, bem mais prático do que jogar a imagem para a área de transferência…

As imagens salvas ficam na pasta Capturas de tela ou Screenshots, dentro da sua pasta de imagens (Bibliotecas > Imagens > Screenshots). No meu computador, com o Windows 8 Pro atualizado sobre o Windows 7, o caminho ficou:

C:\Users\explorando\Pictures\Screenshots

Onde “explorando” é meu nome de usuário. O nome que o Windows Explorer exibe para a pasta deve estar localizado (traduzido).

Em jogos pode ser que o delay acabe atrapalhando, então vale testar a dica a seguir, com o Fraps ou Bandicam. Mas para a maioria dos aplicativos, isso já basta.

Infelizmente não achei como fazer para tirar print apenas da janela atual por este método. Ele captura apenas a tela toda, o que inclui todos os monitores, caso você utilize mais de uma tela (eu uso duas e recomendo, a produtividade vai lá em cima!)

Como capturar telas ou vídeos de jogos?

A saber, no Steam dá para tirar prints dos jogos com F12 por padrão, mas isso não é nativo do Windows e só vale para jogos rodando no Steam. Para tirar prints em qualquer jogo de forma mais rápida, teclando uma única tecla que já salva a imagem numa pasta, recomendo programas como o Bandicam ou o Fraps.

Tutorial de como usar o Windows Grep

por Marcos Elias

Esta dica foi escrita originalmente para ajudar editores de mapas no grupo OMSI Brasil no Facebook. Dada a utilidade do tema, optei por detalhar passo a passo os processos para substituir texto em vários arquivos. Nota: dependendo da versão do Windows Grep, os comandos na tela poderão ser diferentes. Utilizei a versão 2.3.

Muitas vezes é necessário substituir uma série de ocorrências de texto dentro de vários arquivos de uma só vez. Arquivos de texto puro, sabe? Aqueles tipo .txt, independente da extensão, que podem ser abertos com o bloco de notas ou outro editor puro.

Um caso que já passei foi ao lidar com o OMSI, um simulador de ônibus. Os arquivos dos mapas têm a extensão .map, mas no fundo são arquivos de texto. É possível abri-los no bloco de notas ou em qualquer outro editor de textos puro. Ao trocar objetos em série, ou pastas de objetos do mapa, devemos trocar o caminho dos mapas dentro de todos os arquivos .map. Por exemplo, substituir todas as ocorrências da pasta Sceneryobjects\Coisas por Sceneryobjects\Teste.

Pode ser comum em sites da web também: trocar o copyright no rodapé, algum texto ou URL nos arquivos estáticos… Enfim.

Sistemas UNIX-like normalmente contam com o grep. E no Windows? Existem alguns utilitários próprios para isso. Desconheço uma forma nativa de fazer essas substituições, mas alguns programas de terceiros ajudam.

Um dos que experimentei é o Windows Grep, que pode ser baixado em http://www.wingrep.com/. Ele é um shareware mas dá para usar sem pagar por 30 dias. O visual é meio antiquado, mas a eficiência pode fazer valer a pena.

Como usar o Windows Grep para substituir textos em lote?

Ao abrir o programa ele abre um assistente. O programa está em inglês, então vou comentar as partes principais. Logo na primeira tela do assistente você deve colocar o que deverá ser pesquisado. Sim, ele serve para procurar textos dentro de arquivos também, não apenas substituir!

windows grep 1

Por exemplo, digitei \Marcel, para pegar a pasta \Marcel no caso dos arquivos .map do OMSI. Isso é só um exemplo. Teria que ter certeza que a pasta é exatamente esta, e que outras pastas não serão afetadas. Se ficar na dúvida, vale consultar manualmente os arquivos para ver se não há duplicações (por exemplo, no caso do OMSI, tem que prestar atenção se está substituindo a pasta de objetos ou splines, ou ambas).

Digitando o nome da pasta antiga, deixe marcado Quick, sem expressões regulares (a menos que saiba o que estará fazendo com as outras). Clique em Next.

windows grep 2

Na próxima tela você escolherá as pastas onde os arquivos serão pesquisados. No caso do OMSI, provavelmente seria a pasta do mapa que estivesse sendo editado, claro. Apenas para ilustrar, selecionei o mapa de Berlin. Ele precisa ir pra coluna direita. Para isso, com a pasta selecionada no lado esquerdo, clique no botão >, a seta para a direita. Se existirem outras pastas à direita, remova todas as que não quiser alterar. Para removê-la, selecione-a na direita e clique na seta <. É possível adicionar várias pastas, para tornar o processo mais rápido. Deixe marcado o “Search in subfolders” para procurar também nas subpastas. No caso do OMSI, não escolha a pasta maps, e sim a pasta do mapa! Caso contrário, você poderá editar todos os mapas de uma só vez, produzindo um efeito indesejado. Definida(s) a(s) pasta(s), clique em Next.

windows grep 3

Na próxima tela definimos o tipo de arquivo pela extensão. O Windows Grep só pesquisará ou substituirá os arquivos com as extensões cadastradas aqui. Remova qualquer extensão que existir ali (por exemplo, *.*, para todos os arquivos) e adicione a extensão desejada, ou as extensões desejadas. No caso que comentei para o OMSI, seria apenas a extensão .map.

Para remover, com a extensão selecionada à direita, clique na seta para esquerda. Para adicionar, digite a máscara no campo “Custom file specification” ou selecione uma acima, e clique na seta para a direita correspondente.

Clicando em Next, você finaliza o assistente. Agora clique em Finish, e o Windows Grep irá efetuar uma pesquisa na pasta. Ele irá procurar pelo texto cadastrado na primeira tela, em todas as pastas da segunda, mas apenas em arquivos que correspondam às extensões definidas.

windows grep 4

O resultado da busca será algo assim:

windows grep 5

Ele irá listar todos os arquivos encontrados, e em cada arquivo, mostrará a linha que contém o texto pesquisado. Note que o texto pesquisado está em verde. Como coloquei apenas \Marcel, apareceu apenas o \Marcel. Se você fosse diferenciar splines de objetos, deveria usar as pastas completas, como Sceneryobjects\nomedapasta ou Splines\nomedapasta.

Apenas a busca não é o que queremos. Clique no botão A+B na barra de ferramentas. Ele é o botão de substituição.

Como a pesquisa já foi feita, ele apenas irá substituir todas as ocorrências encontradas pelo que você colocar agora.

Basta digitar o novo caminho. Se você usou apenas o nome de uma pasta ou objeto, coloque apenas o nome simples… Se usou o nome com subpastas usando barras, coloque o nome correspondente, para não ficar quebrado. No exemplo deixei isso:

windows grep 6

Ao clicar no Next você terá uma série de opções.

windows grep 7

São basicamente 3:

What files do you want to replace in?
Esta pergunta é: Em quais arquivos você quer substituir? A primeira opção é referente ao arquivo selecionado (antes de clicar no A+B tinha um arquivo selecionado, certo?). A segunda, mais útil, abrange TODOS os resultados da busca.

A opção do meio:

Do you want to change the original file(s)?
Ela pergunta se você quer alterar os arquivos originais. Para efeitos de edição do mapa no OMSI, não seria nada prático ter as modificações salvas em arquivos diferentes. A primeira opção não altera os originais, criando uma cópia com os arquivos alterados. A segunda (marcada) faz as alterações nos arquivos originais. É a ideal aqui.

A última opção, por fim:

Do you want to confirm each replacement?
Ela pergunta se você deseja confirmar cada substituição. Pode ser bom dependendo do caso, mas se você fez tudo certo, isso é desnecessário. Em alguns casos você pode querer pular um arquivo ou outro, ou verificar manualmente antes de substituir… Então marcaria a segunda, “Ask for confirmation…”. Como a ideia é substituir tudo da forma mais prática possível, deixe a primeira mesmo: “Replace all occurrences without asking”.

Feito isso, clique no Next.

windows grep 8

A substituição ainda não começou. Você pode clicar no Back para revisar ou alterar as opções. Para mandar ver, clique no Finish.

Os arquivos serão alterados!!! Por isso é bom ter cópia da pasta antes de fazer o procedimento.

Por fim, ele mostra um relatório com tudo o que foi substituido, arquivo por arquivo.

Mostra inclusive quantas ocorrências foram encontradas em cada arquivo.

Este programa é muito bom para esta tarefa. Ajuda demais trocar pastas de objetos no OMSI, útil quando você altera alguns objetos ou quer utilizar versões diferentes em pastas diferentes, para não dar conflito com outros mapas ou addons.

Normalmente ele cria backups dos arquivos alterados com a extensão .bak. Basta renomeá-los depois ou abri-los com o bloco de notas para recuperar o texto antigo.

O Windows Grep não é o único programa do gênero, é claro – se souber de algum melhor ou sem tempo de expiração, deixe a dica nos comentários!

Lembre-se: ao editar mapas para OMSI, faça backup sempre! O OMSI tem vários bugs e é muito fácil perder o trabalho. Ainda mais alterando diretamente os arquivos :) Só pra lembrar, utilize o Windows Grep com o OMSI fechado, para garantir que os arquivos serão alterados sem interferência do editor.

É isso aí :)

Para dicas específicas do OMSI, acesse meu outro site, omsi.com.br :) Na verdade não é bem “meu”, é coletivo.

Veja como aumentar a qualidade gráfica dos jogos, é fácil!

por Marcos Elias

Quase todos os jogos 3D permitem escolher as opções de renderização por meio da sua interface. Em algum lugar na tela de opções do jogo você altera recursos como anti-aliasing, filtragem anisotrópica, qualidade das texturas, etc. Em outros não: o jogo simplesmente não define estas informações, deixando a cargo das opções padrões do driver de vídeo.

Estas opções quase sempre podem ser controladas por meio de um programa que vem com o instalador dos drivers. Com as placas mais comuns, como as da AMD e Nvidia, além da Intel, é simples configurar os detalhes 3D.

Tendo instalados os drivers corretamente, basta procurar o aplicativo de configuração. No meu caso tenho uma placa da AMD. As opções de controle dela são feitos por meio do Catalyst Control Center, o nome bonitinho do programa da AMD para isso.

Ele fica instalado e ativo na área de notificações do Windows, perto do relógio. Você pode procurar o ícone dele usando a setinha para expandir os itens ocultos, se não estiver visível:

propriedades placa de video

Clicando com o direito você tem algumas opções básicas, como para girar a tela (útil ao usar o monitor em posições não muito convencionais) ou alterar configurações de cores.

propriedades placa de video 2

Clicando no Catalyst Control Center, ou dando um duplo clique no ícone, o aplicativo de configuração é exibido:

catalyst control center

Não se preocupe em decorar as posições dos itens na tela, pois não é assim que se usa o computador. Em versões futuras ele poderá estar diferente, assim como já está: no Windows 8 com o driver atual ele se apresenta diferente das versões anteriores. Você tem que ter os conceitos, para saber então onde procurar :)

As opções de qualidade e desempenho normalmente ficam na seção Jogos ou 3D desses programas. O Catalyst atual divide elas em dois itens: Desempenho para jogos, que permite escolher configurações 3D e ativar o overclock (que força a placa de vídeo a trabalhar numa velocidade maior); e Qualidade de imagem, com as opções de anti-aliasing, o modo anti-aliasing e a filtragem anisotrópica.

Se deixar marcado o item “Usar as configurações do aplicativo”, cada jogo irá definir as opções com base nas suas preferências individuais. Desmarcando este item você ajusta diretamente pelo controle do driver da placa de vídeo. Em alguns jogos que não têm opções 3D, essa é a única forma de ativar o anti-aliasing e outros efeitos para melhorar a qualidade, caso do OMSI, um simulador de ônibus.

O anti-aliasing é uma suavização dos elementos 3D. Uma reta quando se cruza com outra reta pode apresentar “rebarbas” feias se não for suavizada. Coisas redondas na verdade não são redondas, quase sempre são formadas por linhas retas. A suavização cria mais linhas retas menores, tornando a imagem mais bonita (imagine um hexágono se transformando numa circunferência, dividindo os lados…). A suavização exige processamento da GPU, e quanto mais qualidade, mais será exigido da placa.

ativar anti aliasing melhorar qualidade jogo

A filtragem anisotrópica é um recurso que otimiza a qualidade dos planos a média e longa distância. Isso pode deixar uma avenida com aparência mais real, detalhando as faixas e o cenário bem longe à vista do player. Coisas planas em geral também são otimizadas, como fachadas de prédios. No preview do Catalyst é exibido um piso (pelo menos na versão atual), com uma visão clara de como fica ao usar 2 amostras ou o máximo suportado pela placa:

filtragem anisotropica para melhorar qualidade dos planos em jogos

Isso ainda vai variar de jogo para jogo, mas a essência é esta.

Com placas de vídeo da Nvidia, Intel e outros fabricantes o processo é basicamente o mesmo, embora as opções sejam diferentes nas telas dos programas.

Se você não tem os drivers adequados, procure-os no site do fabricante (amd.com, nvidia.com) para que possa usar o aplicativo de controle.

Dica: o Catalyst (e outros gerenciadores de outras marcas) também pode ser aberto clicando com o direito na área de trabalho, já que é comum ter um menu ali quando ele está instalado:

menu abrir catalyst

Quando usar estas opções 3D?

Estas opções permitem escolher o nível de detalhes que sua placa de vídeo terá que processar. Os jogos 3D montam a imagem várias vezes por segundo para atualização da tela, dando a sensação de movimentos e tal. Quanto mais atualizações por segundo, mais suave fica a cena, sendo natural como uma visão real ou um filme.

O problema é que as placas de vídeo variam muito de potência entre os diversos modelos existentes. Em geral as mais baratas têm memória mais lenta, dificultando o processamento de muitas imagens por segundo com texturas em alta qualidade (que geram imagens maiores e exigem mais poder de processamento, espaço na memória de vídeo e recursos em geral). Além da memória um dos fatores limitantes essenciais, talvez o mais essencial, é o processador gráfico (GPU): as mais baratas contém menos unidades de processamento, e as que existem são mais lentas do que as das placas top de linha.

Com isso a placa de vídeo não consegue processar muitas imagens por segundo (FPS, frames ou quadros por segundo), e o jogo fica “lento” – pulando telas, quase como uma sequencia de fotos, algumas vezes fica até mesmo “injogável”.

O problema ocorre desde que se conhece os jogos 3D, já que os detalhes deles são gerados em tempo real com base em modelos 3D e simulações de física. Não é um vídeo pré-renderizado que fica no fundo, pelo menos não na maioria dos jogos. Cada folha ou galho de árvore se move, cada movimento do personagem é renderizado na hora, cada roda de carro realmente é desenhada na hora, etc. Quanto mais potente a placa, melhores os resultados.

Quem tem placas básicas então precisa ir nas telas de configuração comentadas neste artigo para reduzir as opções, desativando por exemplo o anti-aliasing, reduzindo a multiplicação do item que controla a filtragem anisotrópica, etc. Assim o jogo consegue processar imagens mais simples, que darão menos trabalho para a placa de vídeo. Consequentemente os FPS serão maiores e o jogo fica “jogável”.

Além da qualidade de renderização uma série de outros fatores também influenciam o desempenho, claro. Normalmente os mais comuns são detalhes que podem ser ativados e desativados nas opções do jogo, a distância da vista (já que não precisa desenhar todos os prédios a quilômetros de distância), etc. Aí só indo nas opções de cada jogo mesmo, é impossível escrever um tutorial detalhado que valha para todos.

Como ver a taxa de FPS?

Alguns jogos podem ter opção nativa para exibi-la, mas nem todos oferecem isso. Usar programas de terceiros é uma possibilidade, embora eles representem uma carga adcional de processamento – pode ser bem leve, insignificante, em PCs “potentes” e atuais. Gosto do Bandicam para gravar vídeos da tela em jogos, ele que me ofereceu a melhor experiência com a menor redução de FPS possível na maioria dos jogos. Ele exibe os FPS assim como o Fraps (é shareware também).

Como saber há quanto tempo o Windows está ligado?

por Marcos Elias

Indepentente dos objetivos, pode ser necessário saber há quanto tempo seu computador está ligado sem reiniciar. No Linux basta rodar o comando uptime, presente em [acho que] todas as distros. No Windows não há esse comando, embora a MS disponibilize um uptime.exe para Windows NT 4 ou superior (que funciona também no Windows 8).

Se quiser baixar o uptime.exe:
http://support.microsoft.com/kb/232243
Ele deve ser executado como administrador (digite cmd no campo de busca do Iniciar, clique nele com o direito e mande executar como administrador…).

Mas não é necessário.

Como saber o uptime pelo Gerenciador de Tarefas do Windows

Essa informação pode ser obtida na aba Performance (Desempenho) do gerenciador de tarefas. No Windows 8 fica destacado, já que aumentaram bem o tamanho da fonte:

uptime gerenciador de tarefas windows 8

Outras formas de saber pode ser usando estes comandos:

systeminfo

net statistics workstation

net statistics server

Os dois últimos exibem a hora de início de atividade da rede (que será segundos depois do computador iniciado). O systeminfo é mais completo, exibindo um relatório com alguns detalhes do computador:

uptime windows 8

Veja que ele também permite descobrir a data de instalação do Windows!

Como usar o prompt de comando?

Se você nunca rodou comandos antes, não se assuste com essa tela preta, é fácil. Digite cmd no campo de busca do menu Iniciar (ou na tela inicial do Windows 8). Aparecerá o prompt de comando, clique nele. Se o que você for fazer exigir privilégios administrativos, em vez de clicar normal clique com o direito e escolha Executar como administrador (é necessário para o uptime.exe, mas não para o systeminfo).

Os comandos devem ser simplesmente digitados (ou colados). Por exemplo, digite systeminfo e tecle enter. O programa será executado e mostrará o resultado na tela preta.

Isso é um terminal, console, prompt de comando… Os programas não precisam de janelas para existirem. Alguns programas executam tarefas bem simples que basta uma interface mínima, por isso a linha de comando. Ela tem outros benefícios, facilita a interação de um programa com outro, os programas são leves…

Aproveitando, é bom tomar cuidado com o que você digita no prompt de comando, já que pode alterar configurações do sistema e/ou apagar arquivos. Não saia colando no prompt tudo o que ver pela frente. Se duvidar de uma dica divulgada, como o systeminfo ou net statistics… basta procurar pelo termo num site de busca para encontrar maiores referências do que aquilo faz.

Uma pequena dica: CTRL+C no terminal não copia, mas encerra o programa ativo (se algum programa estiver rodando, enquanto o promopt não está liberado para uso). Para copiar prefira usar o botão direito ou o menu.

Como desativar a senha e login no Windows 8 para iniciar mais rápido

por Marcos Elias

O Windows 8 inicia bem mais rápido do que as versões anteriores. Num SSD consigo boots completos entre 3 e 5 segundos – mais uns 2 pra clicar no navegador e abrir a página inicial…

Boa parte do tempo de inicialização mais curto é perdido porque ele para na tela de login, solicitando a senha. É possível ativar o login automático para determinada conta, assim como nas versões anteriores.

O procedimento é exatamente o mesmo. Em vez de ir nas opções de conta do painel de controle todo enfeitadinho do Windows XP ou superior (sou das antigas, curto muito o Windows 2000 :P), prefiro abrir o painel clássico dos usuários. No Executar (tecla do logotipo do Windows junto com R) digite control userpasswords2.

executar control userpasswords2 windows 8

Desmarque o item “Os usuários devem digitar um nome de usuário e uma senha para usar este computador.”

desativar senha do usuário no windows 8

Ao dar OK ou aplicar ele pedirá a senha do usuário selecionado (se não estiver marcado o desejado, cancele e escolha outro antes). Confirme a senha e pronto. Agora o Windows irá carregar diretamente.

Nas versões antigas ele vai direto para o desktop, e no Windows 8 ele vai para a tela de início. Com um HDD o tempo de inicialização provavelmente vai ser um pouco maior, mas ainda assim há esse ganho. O Windows 8 tem muitos aprimoramentos perto do 7: além de ocupar menos memória RAM e ter menos processos ativos, ele ainda inicia mais rápido pois otimiza o processo de desligamento (não é bem uma hibernação, mas lembra um pouco).

Falando em hibernação, fica a dica: hibernar o computador pode fazer ele iniciar mais rápido do que passar pelo processo tradicional (exceto no caso de máquinas novas com muita memória RAM, onde para ler toda a memória do HD é mais fácil iniciar o sistema pelo modo tradicional).

Ah, algo que pesa bastante no carregamento do sistema são os aplicativos de terceiros, aqueles que ficam perto do relógio (área de notificação). Quanto menos programas ali, melhor. Você pode desativá-los por diversos métodos, seja manualmente ou pelo msconfig ou aplicativos de terceiros (o excelente CCleaner tem uma seção para isso, eu acabo usando bastante ele). Costumo deixar ativos apenas os programas bem essenciais. Mesmo alguns que não exibem ícone ali ficam ativos, como uns processos de atualiazação da Apple (caso você tenha algum gadget dela conectado e/ou instalado o iTunes ou QuickTime…). O Windows deve funcionar bem da forma como é instalado, todos esses programas extras podem ser desativados e iniciados manualmente apenas quando necessário.

Com o SSD eu tinha boot de 7 a 10 segundos do Windows 7 num notebook (um Core i7, 6 GB de RAM), mas fiquei realmente surpreso ao medir o do Windows 8 – o do 8 no caso foi no PC, aquele i3 com 4 GB onde desabafei sobre as memórias incompatíveis com a placa.

Digo boot de 3 a 5 segundos aqui considerando o tempo que o sistema operacional leva assim que ele assume o comando da máquina até deixar a tela inicial funcional. Não conto o POST nem eventuais mensagens do BIOS, já que isso independe do sistema instalado.

Acho que nem precisava falar né, todavia: desativar a solicitação da senha no login fará com que qualquer um que ligue seu computador veja e possa abrir tudo o que você pode ver, como seus arquivos e programas. É útil apenas para casos realmente pessoais, onde só você ou poucas pessoas de confiança usam o mesmo PC. De qualquer forma a senha do Windows não vale nada mesmo… Mas é eficaz contra usuários leigos.

Veja mais dicas de Windows 8 aqui no Explorando!

Bandicam: um ótimo programa para gravar vídeos de jogos no Windows

por Marcos Elias

Depois de testar vários programas, especialmente o tão bem comentado Fraps, optei por comprar o Bandicam: ele foi o que melhor me atendeu para gravar games no Windows aqui.

O consumo de CPU dele foi bem menor do que o do Fraps, pelo menos no meu PC. No simulador de ônibus Bus Simulator 2012, por exemplo, consigo poucos FPS na minha modesta e já jurássica máquina (raramente passa de 20 ou 30 na maior parte do trajeto). Com o Fraps jogar o BS2012 aqui fica inviável, sempre abaixo dos 7 ou 8 FPS. Com o Bandicam obtive pelo menos uma variação de 12 a 30 FPS, algo bem melhor do que com o Fraps e outros que já testei.

Baixe o demo e/ou compre em:

http://www.bandicam.com/br/

A licença individual sai por $39 (dólares). O shareware permite gravar até 10 minutos, e coloca uma marca com o site do produto no topo. Dá para ir gravando várias vezes em partes de até 10 minutos, mas fica chato, né…

Ele me surpreendeu gravando a 1280×720 (HD), algo que não consigo legal com o Fraps nem com outros gravadores, como o Screen Recorder da ZD Soft. Só para ter ideia, consigo mais de 50/60 FPS no Left 4 Dead 2. O problema do Bus Simulator 2012 é que ele é, digamos, mal otimizado, assim como o OMSI. Pelo meu PC (C2Q Q8200, 4 GB, Radeon HD 4870 1 GB a 1680×1050) consigo jogar bem vários jogos, incluindo Modern Warfare 2 tudo no máximo (e o 3, com configurações bem altas também), mas estes dois simuladores de ônibus sofrem muito. Para gravar a tela então, o sofrimento fica beeem pior… Por essas e outras recomendo o Bandicam, de tão feliz que fiquei ao conhecê-lo.

Como usar o Bandicam

A interface do programa é bem simples:

Você pode escolher de onde gravar clicando no botão Destino. As opções são Retângulo na tela (que pode ser a tela inteira) e janela do DirectX/OpenGL (para games ou alguns videos em players).

Na aba Vídeo tem o botão Configurar. O Bandicam permite adicionar uma segunda fonte de som, como o microfone, por exemplo. Isso possibilita gravar os jogos narrando sem precisar marcar no Windows para “escutar” o microfone, o que pode ser irritante – odeio ficar recebendo o que estou falando no fone – ou até mesmo prejudicar a gravação com o som por cima.

Na outra aba é possível escolher uma imagem PNG para adicionar num dos cantos, um ótimo recurso para quem não quer editar o vídeo depois.

Ainda na aba Vídeo da janela principal, clicando no botão Configurar do quadro Formato você pode definir o tipo de vídeo e o tamanho dele. Isso é independente do tamanho do quadro selecionado, caso você opte por gravar uma região da tela. Esse tamanho aqui indica o tamanho do quadro do vídeo final. A porção da tela gravada será redimensionada para caber neste tamanho aqui. Se cair muito os FPS do jogo, experimente reduzir a resolução.

O Bandicam pode gravar várias horas de vídeo, segundo o site dele, até mesmo acima de 24h contínuas! Na configuração padrão o vídeo fica bem otimizado. O espaço restante na partição em que o vídeo está sendo salvo é exibido na tela dele, o que ajuda bastante também para ter uma ideia se o espaço não irá acabar. Usando dois monitores, com o jogo no principal e o Bandicam no secundário, essa informação fica sempre visível.

Experimente também o Fraps!

Apesar de ter gostado muito do Bandicam, percebi uma coisa aqui: com uma placa da ATI/AMD o Bandicam ficou melhor, mas ele ficou incrivelmente lerdo com uma placa da Nvidia, quando troquei a placa antiga por uma GTX 460. Fui tentar o Fraps… E, para minha surpresa, o programa que ficava ruim antes se mostrou bem melhor. Vale a pena experimentar os dois então. Se quiser testar o Fraps, confira meu Tutorial detalhado do Fraps, onde mostro como usar praticamente todos os recursos dele.

Como fazer o Skype parar de abrir junto com o computador?

por Marcos Elias

No Windows é muito fácil, mas você precisa estar logado (conectado) ao Skype.

Vá em Ferramentas > Opções e desmarque o item “Iniciar o Skype sempre que iniciar o Windows”:

Para efetivamente sair do programa, clique no ícone dele próximo ao relógio e clique em Sair do Skype:

Se o ícone do Skype não estiver aparecendo, clique na setinha para cima, válida especialmente nas versões recentes do Windows, que ocultam os ícones com frequencia. Infelizmente é necessário sair por aí, não basta fechar a janela no “x”.

Saiba mais sobre o Skype e ligações baratas

O Skype é um aplicativo de comunicação via internet, que permite conversar por texto, voz e vídeo. Além da internet, sendo gratuito entre usuários do programa, o Skype também pode ser usado para fazer ligações para telefones fixos e celulares do mundo todo. Normalmente é muito mais barato do que usar os planos das operadoras “tradicionais”! Basta ter conexão estável com a internet… Veja dicas para fazer ligações baratas ou quase de graça, como no Google Voice, que custa poucos centavos por minuto para grandes cidades.

A loja de músicas e filmes da Apple agora funciona no Brasil

por Marcos Elias

A iTunes Store da Apple agora funciona no Brasil: depois de muitos anos, finalmente chegou até aqui. Usando o iTunes atualizado (10.5.2) dá para acessar as seções de música e filmes, que antes não estavam disponíveis para nós.

Assim como na versão americana e em outros países, dá para comprar músicas isoladas e também os álbuns completos. Os preços e o faturamento são feitos em dólares, pelo menos por enquanto.

A liberação foi feita durante a madrugada da segunda-feira (comentei mais no GdH).

Quem usa produtos da Apple e tem interesse, vale a pena dar uma conferida. Alugar ou comprar os filmes por lá não sai tão barato não, apesar de digitais… Vale mais para casos em que você não acha o mesmo filme em outro local mais barato. É um custo por filme, sem assinatura como na Netflix ou Netmovies.

O iTunes

O iTunes é o player da Apple, nativo do Mac mas com versão para Windows também. Se não tiver, ou precisar atualizá-lo:

http://www.apple.com/br/itunes/

Para quem não sabe, ele é gratuito e pode tocar as músicas no computador também – algo que não gosto, já que pelo menos no Windows tenho meu player Mondego :P

Download de músicas legalmente

Com a loja da Apple (e algumas outras) os arquivos são entregues via download, mas é um serviço legal, afinal você paga pelas músicas. Depois de baixadas você pode transferi-las para os dispositivos compatíveis (geralmente estão em m4a, mas dá para converter para mp3 com outros programas).

Esse tipo de negócio é muito popular nos Estados Unidos, onde há vários sites do gênero. Agora disponível no Brasil, a iTunes Store complementa ainda mais a experiência dos produtos Apple por aqui. Fica faltando uma retail store ;)

Acesso remoto no Chrome: controle computadores pela internet

por Marcos Elias

O Google lançou uma extensão de acesso remoto para o Chrome. Pelo navegador você pode controlar a área de trabalho de outros computadores pela internet, sejam seus ou de amigos, familiares, etc. Se você já conhece acesso remoto, ótimo: trata-se de uma solução gratuita, multiplataforma, que funciona entre Windows, Mac, Linux e Chrome OS.

Download da extensão no Chrome:
https://chrome.google.com/webstore/…

Veja o vídeo no YouTube

O que é acesso remoto ao desktop?

Se você nunca usou acesso remoto… O que é? Para que serve?

Você pode acessar a tela de outro computador, ver tudo o que se passa nela e comandar o mouse e teclado. Na imagem abaixo acessei a tela do Windows 8 de um notebook, por meio do Chrome no Mac OS X:

Funciona com Windows, Linux, Mac e Chrome OS.

É útil para rodar programas que só estão disponíveis naquele computador, além de ajudar amigos e familiares a fazer alguma coisa que não estão conseguindo. Por exemplo, se um amigo não consegue fazer alguma coisa num programa e você sabe como fazer, mas ele não está conseguindo entender sua ajuda, você pode acessar o computador dele e fazer o que pretende remotamente, a partir do seu – você vê a tela dele e controla o mouse e teclado dele.

Comentei mais desse lançamento do Google no Hardware.com.br, leia este texto para informações adicionais.